Promoção e Prevenção em Saúde

INTRODUÇÃO

Ações de promoção e proteção da saúde são fundamentais para a reorientação dos modelos assistenciais, sendo uma estratégia de articulação transversal que objetiva a melhoria na qualidade de vida e a redução dos riscos à saúde, através da construção de políticas públicas saudáveis, que proporcionem melhorias no modo de viver (BRASIL, 2004).

PROMOÇÃO EM SAÚDE

Os primeiros conceitos de promoção da saúde foram definidos pelos autores Winslow, em 1920, e Sigerist, em 1946. Sigerist definiu quatro tarefas da medicina como sendo as essenciais: a promoção da saúde, a prevenção das doenças, a recuperação e a reabilitação. Posteriormente, Leavell e Clark, em 1965, delinearam o modelo da história natural das doenças, apresentando o conceito de prevenção dividido em níveis prevenção primária, secundária e terciária, tendo em vista enfoque centrado no indivíduo, com uma certa projeção para a família ou grupos (BUSS, 2000).

O movimento de promoção da saúde surgiu no Canadá, em 1974, através da divulgação do documento “A new perspective on the health of Canadians”, também conhecido como Informe Lalonde. A realização desse estudo teve como pano de fundo os custos crescentes da assistência à saúde e o questionamento do modelo médico centrado no manejo das doenças crônicas, visto que os resultados apresentados eram pouco significativos (BUSS, 2003).

Através do Informe Lalonde, identificou-se que a biologia humana, o meio ambiente e o estilo de vida estavam relacionados às principais causas de morbimortalidade no Canadá, no entanto, a maior parte dos gastos diretos com saúde concentravam-se na organização da assistência. Foram propostas, portanto, cinco estratégias para abordar os problemas do campo da saúde: promoção da saúde, regulação, eficiência da assistência médica, pesquisa e fixação de objetivos. Esse informe favoreceu a realização da I Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde, em 1978, em Alma-Ata, com grande repercussão em quase todos os sistemas de saúde do mundo (BUSS, 2003).

Em 1986, ocorreu a I Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, que originou a Carta de Ottawa. De acordo com esse documento, promoção da saúde é o nome dado ao processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no controle deste processo. Para atingir um estado de completo bem-estar físico, mental e social (…) Nesse sentido, a saúde é um conceito positivo, que enfatiza os recursos sociais e pessoais, bem como as capacidades físicas. Assim, a promoção da saúde não é responsabilidade exclusiva do setor saúde, e vai para além de um estilo de vida saudável, na direção de um bem estar global (CARTA DE OTTAWA, 1986, p.1).

Em seguida, foram realizadas outras Conferências Internacionais sobre Promoção da Saúde, as quais reafirmaram os preceitos estabelecidos na I Conferência e agregaram novas questões e estratégias de ação voltadas para áreas prioritárias, a fim de gerar políticas públicas saudáveis. Dessa forma, o significado do termo Promoção da Saúde foi mudando ao longo do tempo e, atualmente, associa-se a valores como vida, saúde, solidariedade, equidade, democracia, cidadania, desenvolvimento, participação e parceria. Além disso, está relacionado à ideia de “responsabilização múltipla”, uma vez que envolve as ações do Estado (políticas públicas saudáveis), dos indivíduos (desenvolvimento de habilidades pessoais), do sistema de saúde (reorientação do sistema de saúde) e de parcerias intersetoriais. Vale ressaltar que termos como empowerment e autocuidado vêm sendo cada vez mais utilizados, uma vez que a promoção da saúde envolve o desenvolvimento de habilidades individuais, a fim de permitir a tomada de decisões favoráveis à qualidade de vida e à saúde (BRASIL, 2007).

A promoção da saúde vem sendo interpretada, de um lado, como reação à acentuada medicalização da vida social e, de outro, como uma resposta setorial articuladora de diversos recursos técnicos e posições ideológicas. Embora o termo tenha sido usado a princípio para caracterizar um nível de atenção da medicina preventiva (LEAVELL; CLARK,1976), seu significado foi mudando, passando a representar, mais recentemente, um enfoque político e técnico em torno do processo saúde doença- cuidado (BUSS 2000).

A educação em saúde é elemento importante para esse objetivo, sendo um pilar da promoção em saúde. Afirmam os autores que os procedimentos para a promoção da saúde incluem um bom padrão de nutrição, ajustado às várias fases do desenvolvimento humano; o atendimento das necessidades para o desenvolvimento ótimo da personalidade, incluindo o aconselhamento e educação adequados dos pais, em atividades individuais ou de grupos; educação sexual e aconselhamento pré- nupcial; moradia adequada; recreação e condições agradáveis no lar e no trabalho. A orientação sanitária nos exames de saúde periódicos e o aconselhamento para a saúde em qualquer oportunidade de contato entre o médico e o paciente, com extensão ao resto da família, estão entre os componentes da promoção (BUSS 2000).

No Brasil, em 2006, o Ministério da Saúde propôs a Política Nacional de Promoção da Saúde com o objetivo de promover a qualidade de vida e reduzir a vulnerabilidade e os riscos à saúde relacionados aos seus determinantes e condicionantes (modos de viver, condições de trabalho, habitação, ambiente, educação, lazer, cultura e acesso a bens e serviços essenciais). O documento traz a promoção da saúde como uma das estratégias de produção de saúde, ou seja, como um modo de pensar e de operar articulado às demais políticas e tecnologias desenvolvidas no sistema de saúde brasileiro, contribuindo para a construção de ações que possibilitam responder às necessidades sociais em saúde (DEMARZO, 2008).

ENTRE AS ATIVIDADES DE PROMOÇÃO DA SAÚDE PODEMOS CITAR AS SEGUINTES:

  • Políticas e intervenções sobre tabaco, álcool, atividade física e dieta;
  • Intervenção dietética e nutricional para combater de forma adequada a desnutrição;
  • Políticas intersetoriais e intervenções de serviços de saúde para falar sobre saúde mental e abuso de substâncias;
  • Elaborar estratégias para promoção da saúde sexual e reprodutiva, inclusive por meio de educação em saúde e maior acesso à saúde sexual e reprodutiva e serviços de planejamento familiar;
  • Estratégias para enfrentar a violência doméstica, incluindo campanhas de conscientização pública; tratamento e proteção das vítimas; e ligação com a aplicação da lei e serviços sociais;
  • Mecanismos de apoio à promoção da saúde e prevenção de doenças;
  • Parcerias multissetoriais para promoção da saúde e prevenção de doenças;
  • Atividades educativas e de comunicação social que visam a promoção de condições, estilos de vida, comportamentos e ambientes saudáveis;
  • Reorientação dos serviços de saúde para desenvolver modelos de atenção que estimulem a prevenção de doenças e a promoção da saúde; 
  • Comunicação de risco.

PREVENÇÃO EM SAÚDE

Em 1967, Clark D.W. (apud STARFIELD, 2008) afirmava que prevenção, em um sentido estrito, significa evitar o desenvolvimento de um estado patológico e, em um sentido amplo, inclui todas as medidas, entre elas as terapias definitivas, que limitam a progressão da doença em qualquer um dos estágios. O escopo da prevenção mudou ao longo do tempo.

Há algumas décadas, a concepção principal que orientava a discussão sobre prevenção nas faculdades estava fundamentada na visão economicista de que “é melhor prevenir do que curar”, “é melhor prevenir do que remediar” Na verdade, o “melhor” referia-se ao fato de que era mais barato investir na prevenção do que na cura das doenças. A prevenção concebida sob a ótica economicista foi rapidamente incorporada pelo modelo capitalista, adaptando-se à lógica do paradigma da biomedicina, gerando a necessidade de incorporar tecnologia adequada para essas ações. Assim, desenvolveu-se a prática dos exames de “check-up” e a indústria da prevenção. Na realidade, o “custo menor” ficava no discurso de tom moralista, pois cada vez mais foi necessária a incorporação de exames e procedimentos preventivos. Testes de “screening” para diferentes doenças foram introduzidos, muitos deles com procedimentos de baixa especificidade e sensibilidade, sem evidências suficientes que comprovassem o seu valor preditivo.

Entretanto, ao longo do tempo, sentiu-se a necessidade de recuperar a importância da prevenção dos agravos na lógica do direito à saúde, o direito de não ter um agravo, para o qual já existem conhecimentos e procedimentos que podem evitar tal agravo (SUCUPIRA, 2003).

As ações preventivas definem-se como intervenções orientadas a evitar o surgimento de doenças específicas, reduzindo sua incidência e prevalência nas populações. Para tanto, baseiam-se no conhecimento epidemiológico de doenças e de outros agravos específicos (CZERESNIA, 2003).

Como exemplo podemos citar as campanhas de prevenção. As campanhas de prevenção das doenças infecciosas são extremamente válidas porque utilizam conhecimentos e práticas que, comprovadamente, podem evitar muitas doenças, sendo efetivas na redução da incidência dessas doenças. Um exemplo típico são as campanhas de prevenção da AIDS e as de vacinação. A redução dos agravos em ambos os casos foi muito importante. A queda da mortalidade infantil, no Brasil, teve como um dos principais fatores a redução das doenças imunopreveníveis (SUCUPIRA, 2003).

Pode-se, então, definir que prevenção é todo ato que tem impacto na redução de mortalidade e morbidade das pessoas. Do ponto de vista histórico, a prevenção migrou da saúde pública para a clínica das doenças. Assim sendo, a identificação de fatores de risco como parte da prevenção deu início a uma nova era na saúde pública e na medicina e tornou-se uma atividade profissional para epidemiologistas. Visto que o conceito de “doença” vem se modificando ao longo do tempo (com rebaixamento dos limiares para designação de “doença”) e os fatores de risco estão sendo, agora, considerados equivalentes a “doenças”, a diferença entre prevenção e cura está se tornando cada vez mais indistinta (STARFIELD, 2008).

NÍVEIS DE PREVENÇÃO

De acordo com Almeida (2005), a prevenção se divide em quatros níveis: primário, secundário, terciário e quaternário.

a)     Prevenção primária: é a ação tomada para remover causas e fatores de risco de um problema de saúde individual ou populacional antes do desenvolvimento de uma condição clínica. Inclui promoção da saúde e proteção específica (ex.: imunização, orientação de atividade física para diminuir chance de desenvolvimento de obesidade).

b)      Prevenção secundária: é a ação realizada para detectar um problema de saúde em estágio inicial, muitas vezes em estágio subclínico, no indivíduo ou na população, facilitando o diagnóstico definitivo, o tratamento e reduzindo ou prevenindo sua disseminação e os efeitos de longo prazo (ex.: rastreamento, diagnóstico precoce).

c)     Prevenção terciária: é a ação implementada para reduzir em um indivíduo ou população os prejuízos funcionais consequentes de um problema agudo ou crônico, incluindo reabilitação (ex.: prevenir complicações do diabetes, reabilitar paciente pós- infarto – IAM ou acidente vascular cerebral).

d)     Prevenção quaternária: é a detecção de indivíduos em risco de intervenções, diagnósticas e/ou terapêuticas, excessivas para rotege-los de novas intervenções médicas inapropriadas e sugerir-lhes alternativas eticamente aceitáveis (ALMEIDA, 2005).

DISTINÇÃO ENTRE PREVENÇÃO E PROMOÇÃO EM SAÚDE

Nesse momento, é importante salientarmos a diferença entre prevenção de doenças e promoção da saúde, lembrando que ambas são importantes para a condição de saúde. Enquanto a primeira trabalha no sentido de garantir proteção a doenças específicas, reduzindo sua incidência e prevalência nas populações, a promoção da saúde moderna visa incrementar a saúde e o bem-estar gerais, promovendo mudanças nas condições de vida e de trabalho capazes de beneficiar a saúde de camadas mais amplas da população, ou seja, facilitar o acesso às escolhas mais saudáveis.

A promoção da saúde deve possuir enfoque mais amplo e abrangente, pois deve trabalhar a partir da identificação e enfrentamento dos macro determinantes, procurando transformá-los favoravelmente na direção da saúde. Para a prevenção, evitar a doença é o objetivo final. Para a promoção, o objetivo contínuo é um nível ótimo de vida e de saúde, portanto a ausência de doenças não é suficiente (DEMARZO, 2008).

O quadro que se segue resume as principais diferenças entre promoção da saúde e prevenção de doenças:

Quadro 1

PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE PROMOÇÃO DA SAÚDE E PREVENÇÃO DE DOENÇAS

CATEGORIA

Promoção da saúde

Prevenção de doenças

CONCEITO DE SAÚDE

Positivo, multidimensional

Ausência de doença

MODELO DE INTERVENÇÃO

Participativo, intersetorial

Profissional de saúde

ALVO

População e Ambiente

Grupos de alto risco

Fonte: Demarzo, 2008.

Os programas de promoção e prevenção da saúde têm o mesmo objetivo: manter as pessoas saudáveis.

PROMOÇÃO E PREVENÇÃO EM SAÚDE BUCAL

Durante muitos anos, no Brasil, a inserção da saúde bucal e das práticas odontológicas no Sistema Único de Saúde (SUS) deu-se de forma paralela e afastada do processo de organização dos demais serviços de saúde. Atualmente, essa tendência vem sendo revertida, observando-se o esforço para promover uma maior integração da saúde bucal nos serviços de saúde em geral, a partir da conjugação de saberes e práticas que apontem para a promoção e vigilância em saúde, para revisão das práticas assistenciais que incorporam a abordagem familiar e a defesa da vida.

Em janeiro de 2004, o Ministério da Saúde (MS), elaborou o documento “Diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal”. Essas diretrizes apontam para uma reorganização da atenção em saúde bucal em todos os níveis de atenção e para o desenvolvimento de ações intersetoriais, tendo o conceito do cuidado como eixo de reorientação do modelo, respondendo a uma concepção de saúde não centrada somente na assistência aos doentes, mas, sobretudo, na promoção da boa qualidade de vida e intervenção nos fatores que a colocam em risco, incorporando ações programáticas de uma forma mais abrangente. Destacam-se:

  • O cuidado como eixo de reorientação do modelo;    
  • A Humanização do processo de trabalho;
  • A corresponsabilização dos serviços;
  • O desenvolvimento de ações voltadas para as linhas do cuidado, como por exemplo, da criança, do adolescente, do adulto, do idoso;
  • Desenvolvimento de ações complementares e imprescindíveis voltadas para as condições especiais de vida como saúde da mulher, saúde do trabalhador, portadores de necessidades especiais, hipertensos, diabéticos, dentre outras.

As diretrizes baseadas na Política Nacional de Saúde Bucal do MS preveem a estimulação das ações de Promoção e Prevenção de Riscos, intervindo positivamente no processo saúde-doença-cuidado. O documento orienta que as ações sejam definidas de acordo com grupos pré-estabelecidos:

  • Lactentes (0 a 24 meses);
  • Crianças (2 a 9 anos);
  • Adolescentes (10 a 19 anos);
  • Adultos (20 a 59 anos);
  • Idosos (60 anos ou mais); 
  • Gestantes.

     

Levando em consideração os principais agravos em saúde bucal:

  • Cárie dentária;    
  • Periodontal;
  • Câncer de boca;    
  • Fluorose;
  • Traumatismo dentário;    
  • Edentulismo;
  • Maloclusão.


A organização das ações voltadas para as “linhas do cuidado”, com a criação de fluxos, implica no redirecionamento do processo de trabalho, através de ações resolutivas centradas no acolher, informar, atender e encaminhar (referência e contrarreferência), possibilitando o surgimento de laços de confiança e vínculo, indispensáveis para melhorar a qualidade dos serviços de saúde e aprofundar a humanização das práticas (BRASIL, 2004).

PLANEJAMENTO EM SAÚDE NA ORGANIZAÇÃO DA SAÚDE BUCAL

O planejamento é uma ferramenta estratégica e ordenadora para o alcance dos objetivos preestabelecidos à prevenção e promoção da saúde, posto que as ações de planejamento as informações fornecidas estão fortemente vinculadas ao contexto do público-alvo tornando-o então imprescindível (FERTMAN; ALLENSWORTH, 2016).

Para subsidiar o planejamento com dados da realidade populacional recomenda-se a realização de levantamentos epidemiológicos, levantamento de necessidades imediatas e a avaliação de risco. Esse processo, no entanto, precisa ser acompanhado, utilizando um sistema de informação que disponibilize os dados, produzindo informações consistentes, capazes de gerar novas ações (BRASIL, 2004).

Uma vez que a construção do conhecimento no processo educativo em saúde se dá entre profissionais e usuários dos serviços, é essencial que se utilizem abordagens dialógicas as quais possibilitem a participação ativa desses, e que se empreguem planejamentos consistentes para a execução das atividades, para que auxiliem na obtenção dos resultados esperados (DIAS et al., 2022).

O processo de planejamento maximiza as chances de decisões assertivas, pois permite a análise dos acontecimentos passados e presentes, pensando-se em um futuro com respostas melhores que as anteriores – por isso esse processo é tão importante quanto a execução de uma ação (BICHUETTE; FORLENZA, 2017).

Contudo, um planejamento esporádico, por si só, não assegura atingir os objetivos traçados, principalmente quando são complexos, sendo essencial haver um método sistematizado e organizado de planejamento, cabendo aos profissionais reconhecerem o melhor cenário para a sua utilização (ELDREDGE et al., 2016).

Planejar é preparar e organizar bem uma ação, decidir o que fazer e acompanhar a sua execução, reformular as decisões tomadas, redirecionar a sua execução, se necessário, e avaliar os resultados ao seu término (SES/SP, 2001).

Existem várias formas de fazer planejamento. Quando apenas as equipes de saúde pensam e decidem o que deve ser feito, isso é um planejamento centralizado. Ele é mais rápido e permite o controle pelo gestor de saúde, e atende às necessidades de natureza epidemiológica, mas, frequentemente não reflete as necessidades mais sentidas da população e nem sempre permite a participação social no controle e fiscalização das ações. Outra forma é a do planejamento participativo, em que a população, junto com a equipe de saúde, discute seus problemas e encontra as soluções para as suas reais necessidades. Essa forma de planejar aproxima-se mais da proposta da educação para a participação nas ações de saúde.

Uma ação educativa problematizadora e participativa, em uma perspectiva mudança, e pressupõe que a população compartilhe de forma real todos os passos da ação: planejamento, execução e avaliação. A população deverá participar “tomando parte” nas decisões, assumindo as responsabilidades que lhe cabem, compreendendo as ações de caráter técnico realizadas ou indicadas.

Nesse processo, as respostas aos problemas não são preparadas e decididas pelos técnicos, mas são buscadas, a partir da análise e reflexão, entre técnicos e população sobre a realidade concreta, seus problemas, suas necessidades e interesses na área da saúde. Essa ação conjunta pressupõe um processo dialógico, bidirecional e democrático, que favorecerá não só a transformação da realidade, mas também dos próprios técnicos e da população.

O planejamento, sendo um processo ordenado, pressupõe certos passos, momentos ou etapas básicas, estabelecidos em uma ordem lógica. Para o planejamento do componente educativo das ações de saúde, regra geral, seguem-se as seguintes etapas:

1. Diagnóstico, compreendendo a coleta de dados, a discussão, análise e interpretação dos dados, e o estabelecimento de prioridades;

2. Plano de Ação, incluindo a determinação de objetivos, população-alvo, metodologia, recursos e cronograma de atividades;

3. Execução, implicando na operacionalização do plano de ação;

4. Avaliação, incluindo a verificação de que os objetivos propostos foram ou não alcançados.

1. DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é o momento da identificação dos problemas, suas causas e consequências, e principais características. É o momento em que também se buscam explicações para os problemas identificados. O diagnóstico implica em algumas fases:

a) Coleta de dados: os dados podem ser provenientes de fontes secundárias, como boletins epidemiológicos, relatórios, planilhas, fichas, prontuários, artigos científicos, livros de atas e outros à disposição ou podem ser de fonte primárias, ou seja, aqueles que necessitam ser coletados, no momento do diagnóstico, junto ao grupo ou população. É comum, em um diagnóstico, utilizarmos dados primários e secundários para o conhecimento mais global da problemática da saúde/doença de uma determinada população-alvo.

b) Discussão, análise e interpretação dos dados: vários fatores influenciam a análise e a interpretação de dados ou fatos, nas relações de causa-e-efeito, assim como as propostas de intervenção como, por exemplo, o fato de a situação- problema ser ou não emergencial. Esses fatores direcionam para um diagnóstico descritivo/analítico e/ ou participativo.

c) Estabelecimento de prioridades: é a última fase do diagnóstico. Nesse momento, equipe de saúde, grupos e população interessada definem, entre os problemas identificados, aqueles que são passíveis de intervenção, no nível da organização de serviços que contribuirão para a melhoria da saúde da comunidade.

2. PLANO DE AÇÃO

A partir do diagnóstico, chegamos ao momento de decidir o nosso caminho. O próximo passo é a elaboração do PLANO DE AÇÃO, detalhando as atividades que deverão ser desenvolvidas e definindo objetivos, população-alvo, recursos necessários, estratégias de execução e critérios de avaliação.

O planejamento das ações educativas, como parte das ações de saúde, quer de promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento, cura e reabilitação, deve contar com a participação da equipe de saúde, de usuários e de representantes de diferentes segmentos da população, na busca de intervenção mais adequada à realidade local. Ele deverá conter:

A) Justificativa: o porquê da necessidade de ações educativas estruturadas, reportando ou repetindo as conclusões e outros aspectos identificados no diagnóstico situacional e educativo.

B) Objetivo: expressa a decisão, ação pretendida com a intervenção educativa, envolvendo equipe de saúde, usuários, grupos comunitários e/ou população em geral. Devem ser redigidos em termos da população-alvo e não em termos de quem pretende intervir para mudar algo. Em termos da população-alvo, tem-se como exemplo: As gestantes deverão enumerar. . . Na redação de objetivos, principalmente os específicos, devemos utilizar os verbos que indicam, com maior precisão, a ação esperada. Um ou outro objetivo poderão utilizar verbos menos precisos, porém isso não invalida a ação pretendida. O importante é o conjunto.

C)  População-alvo: caracterização do grupo que participará das atividades, em termos de idade, escolaridade, sexo e outros atributos considerados.

D) Metodologia: explicitar a opção pedagógica que deverá direcionar a intervenção educativa, justificando-a. O importante é que ela seja identificada com clareza.

E) Recursos: explicitar os recursos necessários, recursos humanos, recursos didáticos, recursos materiais, recursos financeiros etc.

F) Cronograma de atividades: o programa educativo será executado diariamente? Uma vez por semana? Duas vezes por semana? Qual a carga horária? Em que local? Resolvemos ou atenuamos o problema?

3. EXECUÇÃO

Operacionalizar o plano de ação.

4. AVALIAÇÃO

Um dos princípios do planejamento participativo é a flexibilidade, que permite a reformulação das ações planejadas durante sua execução. A avaliação, nessa perspectiva, deve iniciar-se na etapa de diagnóstico e acompanhar todas as fases do planejamento. A avaliação realizada após a execução, além de identificar os resultados alcançados, também fornece subsídios para a reprogramação das ações, bem como indica a necessidade de novas ações de diagnóstico. A avaliação deve ser realizada por meio de indicadores capazes de mensurar a efetividade (o resultado esperado está sendo alcançado?) e a eficiência (a ação proposta é melhor nos resultados que outras possibilidades? Os recursos utilizados estão otimizados para o melhor resultado?) dos processos de trabalho em saúde e os resultados obtidos com a implementação das ações.

Destaca-se a utilização de medidas que levem em conta a satisfação dos pacientes com os serviços. A avaliação, contudo, não deve ser considerada um fim em si mesma, mas um processo disparador de um movimento de transformação na direção da qualidade desejada. O processo avaliativo gera conhecimentos sobre os problemas, sobre os diversos atores envolvidos nos programas e sobre as realidades que queremos transformar (BRASIL, 2007).

Um conceito fundamental para o planejamento de ação em saúde é a ideia de risco, portanto, fatores de risco são atributos de um grupo que apresenta maior incidência de uma dada patologia, em comparação com outros grupos populacionais. Esse grupo exposto aos riscos reúne características que possibilitam o desenvolvimento de determinado agravo, mas não o condicionam. A avaliação do risco em Saúde Bucal é uma ferramenta fundamental para o planejamento de ações coletivas e de assistência, propiciando, assim, a equidade na Atenção em Saúde (VASCONCELOS, 2013).

Conheça os riscos:

RISCOS EM SAÚDE BUCAL

Os riscos em saúde bucal podem ser individuais, familiares ou coletivos.

INDIVIDUAIS

Consideram os determinantes biológicos do processo saúde-doença:

  • Saliva;
  • Esmalte hipoplásico;
  • Experiência de cárie (principal preditor);
  • Presença de placa (qualidade e quantidade): fator necessário;    
  • Exposição ao flúor (meio de uso);
  • Frequência de ingestão de sacarose;
  • Frequência de escovação (tempo para formação da cárie);    
  • Início tardio do hábito de escovação;
  • Atraso escolar;
  • Autopercepção sobre os agravos bucais.

 

FAMILIARES

Consideram a forma de organização, hábitos comportamentais e culturais e relações sociais estabelecidas pelas famílias.

  • Baixa renda familiar;
  • Menor grau de escolaridade materna;     
  • Desemprego dos pais ou responsáveis;
  • Maior concentração de habitantes no domicílio;    
  • Falta de acesso ao creme dental com flúor;
  • Uso coletivo da escova;
  • Hábitos alimentares na família que favorecem o consumo de sacarose e carboidrato;
  • Exposição à violência doméstica;   
  • Desestruturação familiar;
  • Cultura familiar;
  • Rede social de Apoio.

COLETIVOS

Consideram os determinantes socioeconômicos e culturais do processo saúde- doença. Visão de comunidade e/ou localidade.

  • Acesso à água tratada;
  • Acesso à fluoretação das águas de abastecimento público;    
  • CPO-D acima da média ou de 3;
  • Morador de município ou região com baixo IDH, alto IPRS , morador de bolsões de pobreza;
  • Acesso a programas de atenção em Saúde Bucal;    
  • Hábitos culturais;
  • Agricultores, surfistas, tabagistas, confeiteiros ( grupos de iguais).

A CLASSIFICAÇÃO DE RISCO

Considera a situação encontrada.

0 – BAIXO RISCO: sem sinais de atividade de doença e sem história pregressa;    

1 – RISCO MODERADO: sem sinais de atividade de doença, mas com história pregressa de doença;

ALTO RISCO: com presença de atividade de doença, com ou sem história pregressa de doença.

IMPORTÂNCIA DO CONTROLE DE RISCO EM SAÚDE BUCAL

De acordo com as diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal (PNSB), as ações de Promoção e Proteção de Saúde visam à redução de fatores de risco, que constituem ameaça à saúde das pessoas, podendo provocar-lhes incapacidades e doenças. Esse grupo compreende um elenco bastante vasto e diversificado de ações de natureza eminentemente educativo-preventivas.

Desde a construção de políticas públicas saudáveis até o desenvolvimento de estratégias direcionadas a todas as pessoas da comunidade, como políticas que gerem oportunidades de acesso à água tratada, incentivem a fluoretação das águas e o uso de dentifrício fluoretado e assegurem a disponibilidade de cuidados odontológicos básicos apropriados. A busca da autonomia dos cidadãos é outro requisito das ações de promoção de saúde. As ações de proteção à saúde podem ser desenvolvidas no nível individual e /ou coletivo.

Procedimentos coletivos são ações educativo-preventivas realizadas no âmbito das unidades de saúde (trabalho da equipe de saúde junto aos grupos de idosos, hipertensos, diabéticos, gestantes, adolescentes, saúde mental, planejamento familiar e sala de espera), nos domicílios, grupos de rua, escolas, creches, associações, clube de mães ou outros espaços sociais, oferecidos de forma contínua e compreendem:

Fluoretação das águas – entende-se que o acesso à água tratada e fluoretada é fundamental para as condições de saúde da população. Assim, viabilizar políticas públicas que garantam a implantação da fluoretação das águas, ampliação do programa aos municípios com sistemas de tratamento é a forma mais abrangente e socialmente justa de acesso ao flúor.

Nesse sentido, desenvolver ações intersetoriais para ampliar a fluoretação das águas no Brasil é uma prioridade governamental, garantindo-se continuidade e teores adequados nos termos da Lei nº 6.050 e normas complementares, com a criação e/ou desenvolvimento de sistemas de vigilância compatíveis. A organização de tais sistemas compete aos órgãos de gestão do SUS.

Educação em saúde – compreende ações que objetivam a apropriação do conhecimento sobre o processo saúde-doença, incluindo fatores de risco e de proteção à saúde bucal, assim como de possibilitar ao usuário mudar hábitos, apoiando-o na conquista de sua autonomia.

Higiene Bucal Supervisionada (HBS) – A HBS visa à prevenção da cárie – quando for empregado dentifrício fluoretado – e da gengivite, através do controle continuado de placa pelo paciente com supervisão profissional, adequando a higienização à motricidade do indivíduo. Sua finalidade é a busca da autonomia com vistas ao autocuidado.

Aplicação Tópica de Flúor (ATF) – A ATF visa à prevenção e ao controle da cárie, através da utilização de produtos fluorados (soluções para bochechos, gel-fluoretado e verniz fluoretado), em ações coletivas. Para instituir a ATF, recomenda-se levar em consideração a situação epidemiológica (risco) de diferentes grupos populacionais do local onde a ação será realizada (BRASIL, 2004).

O controle e o gerenciamento de risco consistem em medidas de controle e prevenção para evitar e reduzir a probabilidade de uma situação de perigo ou erro acontecer. Em instituições de saúde, uma falha pode levar à morte do paciente. O gerenciamento de riscos na área da saúde tem a finalidade de implantar ações preventivas, corretivas e contingenciais para garantir eficácia e eficiência operacional e oferecer um serviço de saúde com qualidade e segurança ao paciente.

No Ministério da Saúde, a Gestão de Riscos objetiva subsidiar a tomada de decisão para o alcance dos objetivos institucionais e fortalecer os controles internos da gestão, contribuindo para a melhoria dos processos e do desempenho institucional, conforme previsto no Art. 2º do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Para atingir esses objetivos, sugere-se que a gestão de riscos seja realizada com medidas simples, aprimoramentos constantes e relevantes, aprendizado e experiência, para ter chances mais altas de sucesso (PGR, 2021).

RESUMO DA UNIDADE

Ações de promoção e proteção da saúde são fundamentais para a reorientação dos modelos assistenciais. Os primeiros conceitos de promoção da saúde foram definidos pelos autores Winslow, em 1920, e Sigerist, em 1946. Posteriormente, Leavell e Clark, em 1965, delinearam o modelo da história natural das doenças, apresentando o conceito de prevenção dividido em níveis e voltado para o indivíduo. No entanto, o movimento de promoção da saúde surgiu no Canadá, em 1974, através da divulgação do documento “A new perspective on the health of Canadians”. Esse informe favoreceu a realização da I Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde, em 1978, em Alma-Ata, com grande repercussão em quase todos os sistemas de saúde do mundo. Em 1986, ocorreu a I Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, que originou a Carta de Ottawa.

A promoção da saúde vem sendo interpretada, de um lado, como reação à acentuada medicalização da vida social e, de outro, como uma resposta setorial articuladora de diversos recursos técnicos e posições ideológicas um bem estar global. No Brasil, em 2006, o Ministério da Saúde propôs a Política Nacional de Promoção da Saúde com o objetivo de promover a qualidade de vida e reduzir a vulnerabilidade e os riscos à saúde relacionados aos seus determinantes e condicionantes. Com relação à prevenção em saúde, as ações preventivas definem-se como intervenções orientadas a evitar o surgimento de doenças específicas, reduzindo sua incidência e prevalência nas populações.

Para tanto, baseiam-se no conhecimento epidemiológico de doenças e de outros agravos específicos. Pode-se, então, definir que prevenção é todo ato que tem impacto na redução de mortalidade e morbidade das pessoas. A prevenção se apresenta dividida em quatro níveis: primário, secundário, terciário e quaternário. Para a prevenção, evitar a doença é o objetivo final. Para a promoção, o objetivo contínuo é um nível ótimo de vida e de saúde, portanto, a ausência de doenças não é suficiente.

Quanto a promoção e prevenção à Saúde Bucal, em janeiro de 2004, o MS elaborou o documento “Diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal”. Essas diretrizes apontam para uma reorganização da atenção em saúde bucal em todos os níveis de atenção e para o desenvolvimento de ações intersetoriais, tendo o conceito do cuidado como eixo de reorientação do modelo, respondendo a uma concepção de saúde não centrada somente na assistência aos doentes, mas, sobretudo, na promoção da boa qualidade de vida e intervenção nos fatores que a colocam em risco, incorporando ações programáticas de uma forma mais abrangente.

O planejamento é uma ferramenta estratégica e ordenadora para o alcance dos objetivos preestabelecidos à prevenção e promoção da saúde, posto que, nas ações de planejamento, as informações fornecidas estão fortemente vinculadas ao contexto do público-alvo, tornando-o, então, imprescindível. O planejamento pressupõe certos passos: diagnóstico, plano de ação, execução e avaliação. O processo de planejamento maximiza as chances de decisões assertivas, pois permite a análise dos acontecimentos passados e presentes, pensando-se em um futuro com respostas melhores que as anteriores – por isso, esse processo é tão importante quanto a execução de uma ação.

A avaliação do risco em Saúde Bucal é uma ferramenta fundamental para o planejamento de ações coletivas e de assistência, propiciando, assim, a equidade na Atenção em Saúde. Os riscos em saúde bucal se dividem em individuais, familiares e coletivos. O controle e gerenciamento de risco consiste em medidas de controle prevenção para evitar e reduzir a probabilidade de uma situação de perigo ou erro acontecer. Em instituições de saúde, uma falha pode levar à morte do paciente. O gerenciamento de riscos na área da saúde tem a finalidade de implantar ações preventivas, corretivas e contingenciais para garantir eficácia e eficiência operacional e oferecer um serviço de saúde com qualidade e segurança ao paciente.

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REFERÊNCIAS

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