Ao final da unidade VI, esperamos que você seja capaz de:

MECANISMOS DE GERAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS

INTRODUÇÃO

No decorrer do nosso curso você já estudou conceitos de empreendedorismo e compreendeu os passos a serem dados para transformar ideia em oportunidades. Na unidade 4 apresentamos o CANVAS e o Plano de Negócios, que são ferramentas que contribuem com as chances de sucesso de um novo empreendimento. Já na unidade 5 conhecemos importantes conceitos sobre startups e o método de desenvolvimento de clientes de Steve Blank.

Entretanto, dar início a um novo empreendimento não é um processo simples. Por isso, nesta unidade, mostraremos os trabalhos realizados por incubadoras de empresa, parques tecnológicos e aceleradoras. Essas instituições podem contribuir para que a suas ideias saiam do papel, pois em todas elas você poderá receber aconselhamentos e trocar informações sobre os seus empreendimentos.

Além disso, saiba que, de nada adianta ter boas ideias, conhecer boas oportunidades e ter aconselhamento adequado se você não possui recursos. Sendo assim, na segunda parte desta unidade iremos apontar diversos caminhos que você pode utilizar para financiar seus sonhos, dentre eles o financiamento coletivo (crowdfunding).  

FONTES DE ASSESSORIA PARA O EMPREENDIMENTO

Neste primeiro momento iremos falar sobre incubadoras, parques tecnológicos, e sobre Franchising. Em todos os casos caberá a você, como futuro empreendedor pesquisar mais e decidir qual delas pode ser mais útil para o seu negócio.

INCUBADORA

Muitos empreendedores desenvolvem produtos ou serviços inovadores, contudo, a falta de experiência na área de gestão faz com que vários desses projetos sejam abandonados.  As incubadoras têm um papel fundamental no desenvolvimento de novos negócios, tendo em vista que elas oferecem ambiente físico propício para inovação, interação das empresas incubadas com universidades, assessorias para o desenvolvimento de planos de negócios e para captação de recursos junto a órgãos de fomento e diversas formas de aconselhamento com especialistas de diversas áreas.

Uma incubadora é uma entidade sem fins lucrativos, normalmente vinculada a uma Universidade Pública, que oferece um ambiente adequado para que novas ideias possam ser desenvolvidas.  Isso significa que essas organizações são planejadas para apoiar projetos e iniciativas empreendedoras por meios de assessorias especializadas e infraestrutura adequada. A incubadora de empresa é um mecanismo que tem como objetivos oferecer suporte a empreendedores para que eles possam desenvolver ideias inovadoras e transformá-las em empreendimentos de sucesso (APRONTEC, 2019, p. 9).

Leia o texto a seguir que conta a história das incubadoras no Brasil:

A GÊNESE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS FEDERAIS PARA MECANISMOS DE GERAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS INOVADORES

O processo de incubação de empresas e parques tecnológicos iniciou-se no Brasil em 1984, com o Programa de Apoio aos Parques Tecnológicos, promovido e realizado pelo CNPq. Esse programa tinha por objetivo criar empresas de base tecnológica com a finalidade de transferir o conhecimento gerado nas universidades e centros de pesquisa para o setor produtivo. Foram apoiados os projetos de Manaus/AM, Campina Grande/ PB, Petrópolis/RJ, São Carlos/SP, Joinville/SC e Santa Maria/RS.

 

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, no ano de 1998, iniciou um processo de negociação com outras instituições, objetivando uma maior  Integração dos esforços para otimizar a utilização dos recursos humanos e financeiros dedicados a estimular o movimento de incubadoras no Brasil. Esse processo culminou com a criação do Programa Nacional de Apoio às Incubadoras de Empresas – PNI como uma das prioridades estratégicas do “Programa de Apoio a Capacitação Tecnológica da Indústria – PACTI”.

 

A partir de 2002, o movimento para implantação de Parques Tecnológicos em várias regiões do País tomou grande vulto, o que induziu o Comitê Gestor do Programa a expandir o seu escopo, para ações de apoio ao processo de implantação e consolidação de Parques Tecnológicos. O nome do Programa foi então alterado para Programa Nacional de Apoio às Incubadoras de Empresas e aos Parques Tecnológicos – PNI.

 

O programa foi reformulado por intermédio da portaria MCT 139, de 10 de março de 2009, com a mudança do Comitê Gestor para Comitê Consultivo, com a participação das seguintes entidades: MCTI, MDIC, FINEP, BNDES, CNPq, SEBRAE, CNI, CONSECTI, Fórum dos Secretários e Dirigentes de C&T dos Municípios e a ANPROTEC. Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC.

 

Como você deve ter percebido o conceito de Parques Tecnológicos e Incubadoras têm a mesma origem, contudo existe uma grande diferença entre os focos de atuação entre eles. Embora ambos sejam essenciais para o desenvolvimento de negócios inovadores, as incubadoras estão voltadas para empresas em seu estágio embrionário, já os parques tecnológicos estão voltados para empresas que já alcançaram certo grau de maturidade.

 

Uma pesquisa publicada pela Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadoras) em parceria com o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI) em agosto de 2019 identificou 363 incubadoras em atividades no Brasil entre 2017/2019, e um total de 1.231 empresas incubadas e 2135 graduadas, que faturam anualmente R$15 bilhões de reais. Além disso, estima-se que em 2017 que as empresas incubadas geraram 14.457 postos de trabalho e as graduadas 6.143. 

 

As incubadoras são responsáveis não somente pelo desenvolvimento de um habitat de inovação, mas também por um suporte administrativo que é essencial para microempresas inovadoras que atuem em qualquer setor da economia (MCTI, 2012).

De acordo com Risola (2012, p.443), que é diretorexecutivo do Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (CIETEC), as incubadoras podem ser definidas como:

Ambiente planejado e protegido que estimula a criação e o desenvolvimento de micro e pequenas empresas, por meio da formação complementar do empreendedor, em seus aspectos técnicos e gerenciais, facilitando e agilizando o processo de inovação tecnológica.  Dispõe de uma série de serviços e facilidades que permitirão que um empreendimento inovador ingresse no mercado, de maneira mais competitiva e madura.

Portanto, é possível identificar três objetivos básicos das incubadoras:

(1) facilitar a criação de novas empresas que tenham inovação como parte central do negócio,

(2) contribuir para o sucesso das novas empresas com base na utilização de conhecimento profissional e prático,

(3) apoiar o desenvolvimento das empresas já consolidadas, contribuindo para que elas sejam se tornem estáveis, mesmo após deixarem a incubadora.

O que se espera é que as incubadoras sejam capazes de aumentar a taxa de sobrevivência das empresas em estágio inicial, o que gera desenvolvimento local e regional, por meio de geração de emprego e renda. Além disso as incubadoras tendem contribuir para interação entre empresas e instituições acadêmicas.

Agora que você já conheceu o conceito, imaginamos que você deva estar se perguntando se a oportunidade de negócio que você identificou na unidade 3 e modelou na Unidade 4 poderia se transformar em um empreendimento com o apoio de uma incubadora. Caso você esteja com está dúvida, a resposta que temos para você é positiva! A incubadora pode ser um ótimo caminho para o amadurecimento dos conceitos do negócio e início de um novo empreendimento. Contudo, para virar uma empresa incubada é necessária atenção aos editais que são publicados pelas incubadoras.

Por fim, é importante destacar que na maioria das incubadoras as empresas participantes pagam uma taxa pelos serviços recebidos. Os valores são baixos, tendo em vista que além das todo o serviço de assessoria as empresas passam a ter seu escritório sediado na própria incubadora.

Caso você perceba que as incubadoras podem ser um caminho viável para que a as oportunidades que você identificou, sugerimos que você faça pesquisas em algumas incubadoras para saber mais sobre o assunto. Não se esqueça de ler os editais.

SITE DE INCUBADORAS
www.cietc.org.br – SP
www.incamp.unicamo.br – SP
www.genesis.puc-rio.br – RJ
https://eretz.bio/ – SP

PARQUES TECNOLÓGICOS

De acordo com Santos e Parejo (2003) as origens os Parque Tecnológicos tem sua origem durante a década de 1930, em Palo Alto, região de São Francisco, no estado da Califórnia (EUA), junto a universidade de Standord. Essa experiência acabou resultando no surgimento do Silicon Valley (Vale do Silício).

É importante ressaltar que em 1951 o Professor Frederick Terman fundou o Stanford Research Park, em uma área que pertencia a universidade. Em um primeiro momento as empresas que se instalaram lá eram resultantes dos estímulos dados por Terman aos alunos de Engenharia Elétrica. Contudo, anos depois diversas empresas de tecnologia se instalaram naquela região (SANTOS, 2003).

Atualmente, o Vale do Silício abriga empresas como Google, Facebook, Intel, Hewllet-Packard (HP), Intel, eBay e Apple e diversas outras empresas de base tecnológica.

O vultuoso crescimento do Vale do Silício é fruto de uma constante troca de conhecimento entre as empresas que lá se instalaram e das pesquisas desenvolvidas em Stanford e demais centros de pesquisa da região (SANTOS; PAREJO, 2003).

Outra experiência pioneira desse tipo ocorreu na Rota 128, rodovia que está próxima à região metropolitana de Boston, localizada no Estado de Massachuts (EUA).  Assim como no Vale do Silício diversas empresas de tecnologia se instalaram na região em virtude da mão de obra qualificada oriundas de renomadas instituições de ensino, como MIT (Massachussets Institute of Technology), A Harvard University e a State University of Massachussets e Bonston University. (SANTOS, 2003).

Os dois casos apresentados serviram como referência para que outros países desenvolvessem estruturas físicas para que empresas de base tecnológicas pudessem se instalar próximas a grandes centros de pesquisas e universidades (SANTOS, 2003; FIGLIOLI, 2013).

Dessa forma, nota-se claramente o interesse dos governos de diversos países de criar Parques Tecnológicos como uma política pública capaz de promover a iteração e aprendizado e fortalecimento das relações entre universidades, empresas e sociedade (FIGLIOLI, 2013).

Agora que você teve uma ideia básica de onde surgiu o conceito de Parque Tecnológico, gostaríamos de apresentar alguns conceitos básicos. De acordo com a Aprontec (2019) os Parques Tecnológicos são:

(…) complexo produtivo industrial e de serviços de base científico-tecnológica. Planejados, têm caráter formal, concentrado e cooperativo, agregando empresas cuja produção se baseia em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Assim, os parques atuam como promotores da cultura da inovação, da competitividade e da capacitação empresarial, fundamentados na transferência de conhecimento e tecnologia, com o objetivo de incrementar a produção de riqueza de uma determinada região.

Já para Figlioli (2007, p.31) “Os parques tecnológicos são empreendimentos imobiliários planejados, com uma estrutura administrativa institucionalizada, que visa a promoção por meio de mecanismos de transferências de conhecimento, localizados em uma área geográfica delimitada dentro, ou próxima, ao campus de Universidades ou instituto de pesquisas, com os quais mantém relações formais.”

Dessa forma, empresas que já tenham encontrado um modelo de negócio que seja viável, e atuem diretamente com inovação e que se beneficiam de com centros de pesquisas e universidades devem ter atenção as possibilidades de se instalarem em Parques Tecnológicos.

No Brasil atualmente existem mais de 30 Parques Tecnológicos. Para que uma empresa se instale em um desses parques, é necessário observar requisitos especificados no edital, bem como questões relacionadas ao valor do aluguel e benefícios que a empresa terá.

Você terá a oportunidade de compreender um pouco melhor esse assunto por meio de um vídeo que gravamos com o presidente da BHTec (Parque Tecnológico), Professor Ronaldo Pena.

SAIBA MAIS

Acesse o link a seguir para compreender melhor: http://bhtec.org.br/

ACELERADORAS

As aceleradoras são instituições (públicas ou privadas) que prestam assessoria completa para startups que apresentam grande potencial de crescimento. Na maioria dos casos, os programas de aceleração variam de seis meses a um ano, e durante este período a empresa conta com uma estrutura completa. As aceleradoras oferecem espaço físico adequado, capacitação, mentorias, oportunidades de acesso ao mercado, serviços de apoio e capital financeiro inicial, que pode ou não ter como contrapartida um percentual da nova empresa. 

Os investimentos iniciais feitos pelas aceleradoras ocorrem em empresas que possuem entre um e três anos, produtos comercializáveis e uma base de clientes ativos. Os investimentos realizados variam entre R$45 mil e R$255 mil de acordo com o estudo do Panorama das aceleradoras da FGV/EAESP (Abreu e Campos, 2016). Embora não haja uma regra sobre o tema, normalmente as aceleradoras passam a ter direito a uma parcela das empresas que pode variar entre 5% e 20%.

Tendo em vista que cada aceleradora tem sua própria forma de trabalho, gostaríamos de sugerir que você visite alguns sites para aprender mais sobre o assunto:

SUGESTÃO DE SITES
https://softex.br/inovacao/startupbrasil/
http://www.techmallsa.com.br/
https://www.baita.ac/
http://www.hubblehub.com.br/

VOCÊ SABIA?

Uma das aceleradoras mais famosas do mundo é a Y Combinator, que desde 2005 já financiou mais de 700 startups que atualmente valem mais de U$30 bilhões.

https://www.ycombinator.com/

Atualmente, muitas empresas estão promovendo programas de aceleração corporativa. Trata-se de uma tendência que permite com que grandes organizações façam inovação aberta por meio de startups. Um exemplo de sucesso é o da Nexa, que é a antiga Votorantim Metais, que em 2018 promoveu o Mining Lab 2, com o objetivo de buscar startups que ofereçam soluções inovadoras para desafios nas frentes de Logística, Automação Industrial, Internet de Coisas/Tecnologia da Informação, Economia Circular e Concentração de Mineral, em suas operações no Brasil e no Peru.

O aporte total do programa está estimado no valor de US$ 2,4M e é equity free, ou seja, as start-ups selecionadas receberão investimento da Nexa, sem contrapartida societária. De acordo com o Coordenador de Inovação e Tecnologia da Nexa, Rogério Rabelo O Programa surgiu com o objetivo de trazer projetos inovadores que solucionem os nossos desafios a curto prazo, fomentando a inovação dentro da Nexa e no ecossistema empreendedor (https://www.inovativabrasil.com.br/nexa-ex-votorantim-metais-mininglab/ acessado: 17/09/2018).

A seguir, algumas informações que ajudam a entender o universo das aceleradoras no Brasil, de acordo com o estudo Panorama das Aceleradoras (Abreu e Campos, 2016, p. 11):

1. O Brasil possui um mercado estabelecido de aceleradoras de Startups.

2. O Brasil abriga cerca de 40 aceleradoras de Startups em atividade.

3. O mercado brasileiro de aceleradoras está concentrado no Estado de São Paulo.

4. Até janeiro de 2016, foram aceleradas aproximadamente 1.100 startups no Brasil.

5. Na média, são aceleradas 7 startups por ciclo, em 2 ciclos de aceleração por ano.

6. O valor do investimento das aceleradoras varia na média de R$ 45 mil a R$ 255 mil por Startup, totalizando aproximadamente R$ 51 milhões investidos nas Startups.

7. Nenhuma aceleradora brasileira exige o Plano de Negócio durante sua seleção.

8. Cerca de 26% das aceleradoras brasileiras exigem o Business Model Canvas durante sua seleção.

9. Para a maioria das aceleradoras, os pilares mais relevantes do Business Model Canvas são: Proposta de Valor, Segmentos de Clientes e Fontes de Receitas.

10. A maioria das aceleradoras brasileiras desenvolveu uma metodologia própria de seleção de Startups ou empreendedores.

SERVIÇO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS (SEBRAE)

O SEBRAE é uma entidade privada sem fins lucrativos que atua como agente de promoção do desenvolvimento por meio de uma estrutura de apoio a pequenos negócios espalhados pelo Brasil.

A instituição oferece cursos presenciais e em EAD que são voltados não só para quem quer abrir o próprio negócio, mas também para aqueles que querem aprender mais sobre gestão. Além disso, o SEBRAE presta consultorias para empreendedores em suas unidades que estão espalhadas por todo o Brasil.

COMO FINANCIAR SEUS EMPREENDIMENTOS

No decorrer da nossa disciplina tivemos a oportunidade de discutir questões relacionadas à transformação de ideias em oportunidades, trabalhamos com ferramentas como Plano de Negócios, CANVAS e Design Thinking. Tudo isso é muito importante, contudo o início de um novo empreendimento demanda um capital inicial.  Algumas pessoas elaboram planos e modelam seus negócios, mas ficam estáticas quando percebem que não possuem recursos suficientes para começar empreendimento.

Neste tópico, iremos apresentar as principais fontes de financiamento para que você possa dar o passo para o seu empreendimento.  

CAPITAL PRÓPRIO

Muitos empreendedores dão início aos seus negócios com o seu próprio capital. Neste caso, as pessoas fazem reservas durante algum tempo com este propósito e estes recursos se tornam extremamente uteis para a fase inicial do empreendimento.

De acordo com Wolheim e Remus (2012) o capital próprio é uma das formas de financiamento mais utilizadas, tendo em vista que ela evita que o empreendedor se endivide ou tenha que captar recursos com investidores, que é um processo complexo e muitas vezes lento. 

Contudo, é importante destacar que o capital a ser utilizado na abertura de um novo negócio não pode estar vinculado a nenhum outro compromisso pessoal do empresário, pois a abertura de uma empresa gera riscos. Sendo assim, o empreendedor deve estar ciente de que ele pode ter ótimos retornos financeiros com seu empreendimento, contudo, ele também pode nunca mais reaver este recurso investido.

O empreendedor que utiliza o capital próprio também deve ter capacidade fazer estimativas das despesas necessárias para abertura do negócio de forma assertiva. Em alguns casos o capital acaba antes que o empreendimento tenha entrado em operação. Tal situação é extremamente desconfortável, tendo em vista que nestes casos torna-se difícil avançar ou retroceder com os Planos (WOLHEIM; REMUS, 2012).

Em alguns casos é possível observar empreendedores que utilizam o seu patrimônio para financiar novos negócios.   Um bom exemplo dessa situação seria a venda de um imóvel ou automóvel para com o objetivo de converter o patrimônio em recursos financeiros.

O patrimônio utilizado para financiar o empreendimento não pode ser essencial para a sobrevivência do futuro empresário, tendo em vista o risco envolvido na abertura de um novo negócio, bem como a demora para se obter os primeiros retornos.

FS (FRIENDS, FAMILY E FOOLS)

Outra importante fonte de recurso financeiro pode ser obtida de maneira informal por meio de amigos (friends) efamiliares (family) e tolo (fools). Está última palavra é uma brincadeira que se faz com aqueles que se propõem a emprestar recursos de maneira informal mais pela relação de amizade do que pelo negócio em si (SPINA, 2011). Importantes negócios começaram assim, Sam Walton fundador da Wal-Mart começou o seu negócio com US$ 20 mil dólares que ele pegou emprestado com seu sogro.  á o fundador da Amazon.com, Jeff Bezos vendeu cotas da sua empresa no valor de US$ 100 mil. Alair Martins, fundador do Grupo Martins maior empresa atacadistas de alimento do Brasil, também utilizou dinheiro do seu pai no momento para criar a empresa (NAKAGAWA, 2011).

Pegar dinheiro emprestado com amigos e parentes exige alguns cuidados básicos, tendo em vista que as pessoas podem não saber o risco que envolve um empreendimento em seu estágio inicial. Sendo assim, é recomendável o máximo de transparência para que essas pessoas não sejam surpreendidas no futuro. Mais do que isso, é importante que o empreendedor se resguarde de problemas de relacionamentos decorrentes de dívidas que ele não terá capacidade de honrar caso as coisas não saiam comoesperado.

De acordo com Nakagawa (2011) a captaçãode recursos pode ocorrer de duas formas:

Figura 1: Captação de Recursos

EMPRÉSTIMO

Pode ser formal: Quando há contrato entre as partes.

Pode ser formal: Quando há contrato entre as partes.

SÓCIO INVESTIDOR

Exerce função administrativa. Conforme cláusula estabelecida no contrato social.

Não exerce função administrativa. Conforme cláusula estabelecida no contrato social.

Fonte: Próprio autor, baseado em Nakagawa (2011)

É importante destacar que a documentação e formalização dos empréstimos além de vantagens evita problemas no futuro. Nakagawa (2011) menciona que determinados documentos auxiliam no entendimento da obrigação entre as partes, taxa de juros (de preferência abaixo do mercado) e formas de quitação. Além disso, um contrato, mesmo que seja simples, pode ser relevante para o empreendedor que pretenda captar recursos com outros investidores.

LINHAS DE CRÉDITO BANCÁRIO

Muitos empreendedores, após constatarem que o capital próprio ou de familiares não será suficiente para iniciar o novo negócio, optam por fazer empréstimos bancários. A obtenção desse tipo de recurso ocorre por meio de endividamento da empresa, que nada mais é do que a aquisição de capital de terceiros mediante pagamento de juros.

Ao optar por fazer empréstimos bancários fique atento, pois por buscar esse tipo de financiamento você deve ter atenção para o fato de que quanto mais incerto for seu negócio, mais difícil será a obtenção de taxas de juros mais baixas.

De qualquer forma, em muitos casos os empréstimos bancários podem ser vantajosos para o empreendedor.  De acordo com Nakagawa (2011) esse tipo de captação não provoque a perda do patrimônio, ao contrário do que acontece quando o recurso é levantado junto a investidores (neste caso o investidor passa a ser dono de parte da empresa).

Por outro lado, de acordo dom Nakagawa (2011) o risco da empresa aumenta à medida que o endividamento aumento, além disso, o empréstimo na maioria das vezes exige garantias patrimoniais.

CAPITAL DE RISCO

A utilização de capital de risco para financiamento de empresas de pequeno e médio porte é, na maioria das vezes, uma solução mais atrativa e menos complexa do que a realização de empréstimos bancários (PAVANI, 2003). 

Os bancos fazem suas análises de crédito com base no desempenho passado das organizações, tendo em vista que isso permite avaliar a capacidade de a empresa gerar caixa para pagamento dos juros e amortizações dos empréstimos. Contudo, as empresas em seus estágios iniciais dificilmente terão um histórico com os documentos exigidos pelos bancos.  Além disso, exigências de garantias contratuais e altas taxas de juros muitas vezes inviabilizam a toma de empréstimo por pequenas empresas em bancos comerciais (PAVANI, 2003).

Já o investidor de risco acredita no sucesso da empresa que vai investir. A partir do momento que ele se torna sócio do negócio ele contribui não só com capital, mas também com o seu conhecimento do negócio.  Portanto, além de alto envolvimento com as empresas o investidor, em algumas situações, pode fazer interferências diretas (de acordo com as cláusulas contratuais).  (PAVANI, 2003).

INVESTIDORES ANJOS

Os investidores anjos são pessoas físicas que tem interesse em aplicar recursos em empresas que estão em estágios iniciais. Normalmente esses investidores possuem grande conhecimento na área em que pretendem fazer seus investimentos e capacidade de contribuir com o sucesso do negócio.

Conheça os Anjos do Brasil:

Somos uma organização sem fins
lucrativos fundada em 2011 por 6, que, depois de completar o ciclo do
empreendedor (startup, crescimento, aquisições e fusões, aporte de
investimentos e venda), passou a apoiar startups na fase de crescimento. Desde
então, vem sendo feito um trabalho consistente com apoio de conselheiros,
parceiros e um time de colaboradores dispostos a fazer acontecer. A Anjos do
Brasil é mantida por voluntários, patrocinadores, apoiadores, cursos, eventos e
outras atividades contribuem para manutenção da organização

 

(https://www.anjosdobrasil.net
/sobre.html,
acessado em 13 de outubro de 2019).

O Investidor anjo se distancia da ideia dos 3 Fs (familiy, friends and fools), isto quer dizer que o investimento é realizado em um negócio cujo o empreendedor não é seu amigo nem membro da sua família (SHANE, 2008).

Embora no Brasil o investimento-anjo ainda seja uma prática pouco disseminada, o mesmo não ocorre em outros países. Nos Estados Unidos essa é a principal forma das empresas emergentes se capitalizarem, e representa um valor de aproximadamente 50 bilhões investidos por ano (TORRES, 2008).

De acordo com Spina (2012) o investimento-anjo tem por objetivo financiar startups (empresas emergentes), contudo, além dos recursos, o investidor também agrega valor com conhecimento, experiência e relacionamentos, o que na maioria das vezes aumenta as chances de sucesso do negócio.

Os recursos oriundos do investidor anjo normalmente são utilizados para a realização de gastos com a criação da empresa, pagamento dos primeiros funcionários, e desenvolvimento e lançamento dos produtos ou serviços da empresa.

Um levantamento realizado pela associação Anjos do Brasil mostra que é comum que este tipo de investimento seja realizado por um grupo de 2 a 5 cinco investidores. Dessa forma o risco é diluído, contudo é imprescindível que seja definido os investidores-líderes com o objetivo de tornar o processo de investimento mais célere. Neste caso a média investida costuma variar entre R$200 mil e R$500 mil reais.
Contudo caso o investimento seja realizado por um único investidor o valor investido costuma ficar entre R$20 mil e R$100. Sendo comum no mercado brasileiro que o anjo fique com 15% a 30% do empreendimento, conforme negociações entre as partes (CARDOSO, 2014).

Buscar um investidor anjo é uma excelente oportunidade para a empresa, principalmente no seu estágio inicial, pois está dando os seus primeiros passos. Contudo, é importante destacar que este tipo de investimento apresenta grande risco.  Caso a empresa não tenha a evolução esperada o investidor também perderá o dinheiro aplicado. Portanto, portanto é comum que o investidor faça diversas análises com objetivo de verificar o potencial do novo negócio (SPINA, 2012).

Antes de buscar um investidor anjo é necessário que você saiba que este tipo de financiamento de recurso tem como principal vantagem, a ausência de juros que você teria que pagar caso fosse até um banco pegar algum tipo de empréstimo. Contudo o investidor passa a ter uma parte do seu negócio, que normalmente varia entre 15% e 30%. Após período estipulado em contrato, o investidor anjo irá vender sua parte para o próprio empreendedor ou para terceiros. Trata-se de uma relação temporária, caso contrário o investidor não conseguiria recuperar o capital investido.

Caso você esteja certo de que este é o caminho mais adequado para que o seu negócio possa alavancar, é necessário que você busque saber muitas informações sobre o investidor-anjo. Esses profissionais normalmente possuem vasta experiência

como empreendedor ou executivo de grandes empresas. Com isso eles têm capacidade de contribuir não só com recursos, mas também com decisões estratégicas para a empresa (SPINA, 2012).

Algumas dicas para captar recursos com Investidores Anjos

Jamais procure um investidor anjo apenas com uma ideia. O ideal é que você já tenha desenvolvido o CANVAS ou seu Plano de Negócios (Conforme conceitos na Unidade 4), para que você consiga mostrar o quanto a sua empresa pode crescer. Questões básicas como público-alvo, e tamanho do mercado, principais concorrentes e seus principais pontos fortes e pontos fracos são informações iniciais que você deve ter para antes de entrar em contato com o investidor.

Caso a sua empresa ainda não esteja em funcionamento você pode apresentar um protótipo de como seria sua operação. Lembre-se, a prototipagem é uma fase essencial do Design Thinking que você teve a oportunidade de estudar na Unidade 4.

O investidor anjo não é a opção adequado quando você não tem empresa e quer apenas lançar um produto. Neste caso, recomenda-se que em um primeiro momento seja realizada o registro de patente, com o objetivo de proteger a propriedade intelectual.  Em um segundo momento é possível negociar a licença e o processo de fabricação junto a uma empresa do setor.

Ao identificar o potencial investidor o empreendedor deve encaminhar um sumário executivo da empresa. De acordo com Nakagawa (2011) este documento tem sido disponibilizado nos sites das redes de anjos brasileiras. Cabe ao interessado preenchê-lo de forma adequada com os dados da empresa para que ele possa ser analisado por um comitê formado por investidores da rede.

Em outros casos, como é o caso da Floripa Angels há um link no próprio site que direciona o empreendedor para uma tela em que ele deve preencher informações básicas sobre a empresa, como: nome, e-mail e site ou blog e uma descrição sucinta do negócio que deve conter no máximo 30 palavras (projetos promissores podem ser apresentados em poucas palavras).

Além disso, no caso específico da Floripa Angels, o empreendedor deve enviar uma apresentação em PDF que seja concisa e contenha as seguintes informações:

Fonte: http://www.floripaangels.org/envie-seu-projeto

A apresentação do negócio para futuros investidores é realizada por meio de pitch. É a oportunidade que o empreendedor tem para mostrar seu modelo de negócios e seus protótipos. Normalmente os pitch ou pitch elevator (discurso do elevador) é muito dinâmico e pode durar entre 3 e 5 minutos. Isso significa que a apresentação deve ser capaz de atrair interessados com o conceito do negócio. Caso empreendedor convença o investidor que o negócio é inovador e escalável e o processo de análise continua (SPINA, 2011).

O processo de avaliação dos negócios dura mais de 90 dias. Embora esse tempo possa parecer longo, ele é essencial não só para que os investidores compreendam as características dos negócios que eles pretendem investir, tendo em vista o risco da aplicação, mas também para que os empreendedores conheçam o investidor, que terá um papel decisivo no futuro da empresa (SPINA, 2011).

Portanto, o empreendedor deve ter atenção, pois a busca deve ser feita com antecedência, pois isso demonstra capacidade de organização e aumenta possibilidade de sucesso de uma boa avaliação.

Após fazer uma listagem com o nome dos potenciais investidores Nakagawa (2011) recomenda que o empreendedor comece o contato com aqueles que ele já conhece pessoalmente. Contudo, caso isso não seja possível é possível usar a teoria dos seis graus de separação, que parte da premissa que seis pessoas (no máximo) separam uma pessoa da outra no mundo.

Sendo assim, o empreendedor pode começar do grau zero, mas caso não consiga ele pode partir para pessoas do grau 1. Certamente acessar o investidor dessa forma aumenta a sua receptividade.

PARA SABER MAIS

http://www.anjosdobrasil.net/para-empreendedores.html/

http://www.curitibaangels.com.br/

http://vitoriainvestidoresanjos.com.b/

CAPITAL SEMENTE

O capital semente ou o Seed Capital é considerado algo recente no Brasil.

Capital semente (Seed Capital): Trata-se de uma modalidade de capital de risco realizado na fase pré-operacional operacional do negócio.

O programa Inovar Semente lançado pela FINEP (Fundação de Inovação e Pesquisa – Empresa Pública Vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia) em dezembro de 2005 foi uma iniciativa pioneira (NAKAGAWA, 2011).

O capital semente é o tipo de investidor que investe na fase inicial da empresa ou projeto, muitas vezes ainda na ideia e sem uma empresa estruturada, visando validar o modelo de negócios e dar os primeiros passos da empresa (CRIATEC, 2009, p.10).

Em 2007, o BNDS lançou o fundo Crietec I, que é um fundo de investimento criado com objetivo de financiar empresas inovadoras de pequeno porte com faturamento de até R$1,5 milhões por ano. Em 2013 o BNDS lançou o CRIATEC II com características de política de investimento um pouco diferente do primeiro, tendo em vista que o foco são empresas inovadoras com faturamento até R$10 milhões por ano.

De acordo com Nakagawa (2011) os fundos de capital semente possuem uma forma de operação muito parecida. Normalmente eles investem em empresas que estão geograficamente próximas aos seus escritórios. Isso ocorre porque os fundos, além contribuírem com capital também buscam implantar boas práticas de gestão e governança nas empresas que investem.

É interessante destacar que seed capital está ganhando força no Brasil, porque os fundos de Venture Capital por aqui não funcionam nos mesmos padrões dos fundos de Venture Capital Norte Americanos, ou seja, investindo em empresas no seu estágio inicial. Nos EUA os fundos de Venture Capital fazem aporte de recursos em empresas concluíram a prototipação de produtos ou serviços. Facebook, Starbucks, Google e Apple são apenas alguns exemplos de empresas que receberam este tipo de investimento (NAKAGAWA, 2011).

No Brasil, os fundos de Venture Capital investem mais em empresas de pequeno, estáveis, que estão se tornando empresas de médio porte. Com o seed capital e investidores anjos passaram a ocupar exatamente esta posição. Contudo estes dois tipos de capital de risco apresentam algumas diferenças básicas:

PARA SABER MAIS

Acesse o site da FUNDEPAR para conhecer um fundo de participações que oferece aporte financeiro na modalidade de capital semente. http://www.fundep.ufmg.br/institucional/
fundepar/

VENTURE CAPITAL

O Venture Capital (VC) tem como objetivo o desenvolvimento de empresas inovadoras. Neste caso empreendedor cede uma parte das ações da empresa a investidor. Caso o negócio se valorize o investidor poderá vender as partes da empresa para recuperar o capital aplicado. Contudo, caso a valorização não ocorra o empreendedor não terá uma dívida decorrente do financiamento, ao contrário do que corre quando se realiza um empréstimo no banco.

Os fundos de Venture Capital quando comparados aos de capital semente fazem investimentos mais altos, tendo em vista que a empresa já possui já superou a sua fase como startup. Além disso, a empresa já terá validado seu modelo de negócio, portanto o capital pode contribuir com a expansão da empresa.

Os investidores que aplicam recursos em fundo de VC têm como objetivo obter retornos com a venda de sua parte da empresa. Este processo pode durar entre 4 e 10 anos (CRIATEC, 2009).

É importante destacar que os fundos podem gerar contribuições relevantes para a boa gestão e contatos importantes. Em alguns casos o auxílio não financeiro pode se tornar mais importante do que o investimento em si.

CROWDFUNDING

O Crowdfunding (financiamento coletivo) é um processo no qual pede para um público em geral doações para financiar empreendimento em estágios iniciais. Isso permite com que empreendedores e proprietários de pequenos negócios possam evitar o Venture Capital e Investidores Anjos para apresentar seus produtos diretamente aos usuários da internet, que irão prover retorno financeiro caso gostem do produto ofertado.

A ideia básica do crowdfunding (financiamento coletivo) é que você pode obter capital para seus projetos por meio de projetos e de recompensas de criativas. Portanto, essa é uma forma extremamente interessante para que você possa dar vida aos seus projetos, como: gravar um disco, escrever um livro, montar uma peça teatro ou fazer uma viagem muito especial.  Segue abaixo um exemplo para que você possa compreender este como funciona o financiamento coletivo.

O maior financiamento coletivo já realizado no Brasil ocorreu em 2019 e teve como objetivo financiar o Tormenta 20, que é um jogo de RPG lançado em 1999 e que buscou financiamento para o lançamento de um novo jogo. O projeto foi apoiado por 6352 pessoas e arrecadou R$1.918.106. É importante destacar que a meta era de R$80.000. Portanto, esta campanha superou 2397% do valor previsto inicialmente. 

Atualmente, o Kickstarte é o maior site de financiamento coletivo do mundo. Fundado em 2009 o site apoia projetos de diversas categorias, como filmes, games, música, artes, design e tecnologia. Até o presente momento mais de sete milhões de pessoas apoiaram pelo menos um projeto, mais de dois milhões apoiaram dois projetos e duzentos e setenta mil pessoas apoiara dez projetos ou mais. Desde o início da sua operação site levantou mais de U$ 1 bilhão com setenta e seis mil projetos bem sucedidos (www.kickstarte.com).

O Cartase é considerado a maior comunidade de financiamento coletivo Brasileira. Mais de 180 mil pessoas já apoiaram pelo menos um projeto e 1,5 projetos foram bem-sucedidos. Além disso o site arrecado levantou mais de 25 milhões de reais para investir em ideias.

Embora os números de Cartase possam parecer tímidos perto da Kickstarte é importante ressaltar que este tipo de modelo de negócio tem apresentando rápido crescimento no Brasil. Portanto, fique atento, pois essa pode ser uma ótima forma de arrecadar recursos para o seu financiamento.

Fizemos um levantamento dos sites nacionais (Tabela 1) de Crowdfunding.  Identificamos projetos dos mais variados tipos que conseguiram ser financiados dessa forma: jogos, livros, estudos no exterior, filmes, peças de teatro.

Tabela 1: Sites de Crowdfunding Brasileiro

SITE CARACTERÍSTICAS DOS PROJETOS ACEITOS
http://catarse.me/pt/projects
Recebe projetos de diversas categorias: arquitetura urbanismo; arte, artes plásticas, ciência e tecnologia, cinema e vídeo, comunidade, meio, dança, design, educação, esporte, eventos, gastronomia, humor, jogos, literatura e meio ambiente, música, moda, teatro e web.
http://www.kickante.com.br/
Recebe projetos de diversas categorias: causas (educação, meio ambiente, crenças, crenças e religião, comunidade), criativo (vídeo, teatro, moda, humor), empreendedorismo (gastronomia, inovação, eventos, esportes, pequenos negócios, tecnologia, startup, demo day).
http://www.opote.com.br/
O Pote está à procura de PROJETOS CRIATIVOS E BEM ESTRUUTURADOS. O mais importante é que sejam PROJETOS CRIATIVOS, que inspirem pessoas que acreditam nele e que essas pessoas queiram não só acompanhá-los, mas também financiá-los.
http://www.juntos.com.vc/
A juntos.com.vc é uma organização sem fins lucrativos que possibilita o financiamento de projetos com impacto social.
http://www.salvesport.com/
Crowdfunding para projetos relacionados ao esporte. O único que também recebe projetos incentivados para o doador possa usufruir de renúncia fiscal.
http://www.garupa.juntos.com.vc/
As propostas devem estar relacionadas à criação, ampliação ou melhoria de roteiros de viagem, meios de hospedagem, passeios, restaurantes comunitários, centros de visitantes e outros serviços relacionados ao turismo, para citar alguns exemplos.
http://benfeitoria.com/
Todo projeto que tenha interesse coletivo, promova impacto positivo e cuja proposta se beneficie (e seja viável) por essa dinâmica de crowdfunding – o que vai depender da sua relevância, credibilidade e força de divulgação.
https://www.startando.com.br
As categorias não são fixas e, de modo geral, relacionam-se à inovação e à cultura, por exemplo: Animação, Arte, Cinema e Vídeo, Comunidade, Dança, Design, Educação, Esportes, Eventos, Fotografia, Gastronomia, Jogos, Literatura, Moda, Música, Quadrinhos, Social, Teatro, Tecnologia, Web. Uma vez que seu projeto seja criativo, ele será devidamente analisado.

Fonte: Próprio autor

Agora que você já entendeu o que é o Crowdfunding é necessário que você saiba algumas vantagens que você teria ao utilizar essa forma de financiamento coletivo (STEINBERG, DeMARIA, KIMMICH, 2012):

Ao lançar uma campanha você tem a oportunidade de fazer uma validação inicial do produto ou serviço que você está lançando. Vamos trabalhar com o seguinte exemplo para facilitar o seu entendimento (STEINBERG, DeMARIA, KIMMICH, 2012):

Suponha que você esteja desenvolvendo um game que contribui para o aprendizado da Língua Portuguesa e optou por buscar recursos no financiamento coletivo. No encerramento da campanha você arrecadou menos da metade do valor esperado.

Embora a campanha tenha fracassado, esse retorno pode colaborar para que você reformule o produto. Tendo em vista que a sua proposta inicial não foi validada pelo público.

O fracasso em campanhas desse tipo não faz com que você perca dinheiro, como acontece quando o empreendedor faz um empréstimo bancário. Isso ocorre porque a maioria das campanhas é do tipo tudo ou nada. Ou seja, caso o empreendedor não alcance a meta, as doações voltam para as pessoas e o empreendedor fica desobrigado a pagar as recompensas (STEINBERG, DeMARIA, KIMMICH, 2012).

Embora algumas pessoas afirmem que isso pode prejudicar a imagem do empreendedor, isso só acontece em casos muitos específicos. O conhecimento gerado pelo erro pode ser essencial para que empreendedores possam alcançar sucesso no futuro (STEINBERG, DeMARIA, KIMMICH, 2012).

Ao fazer esse tipo de campanha você deve entregar as recompensas prometidas dentro dos prazos estipulados. Embora haja uma série de cuidados nesta etapa, isso pode ser mais interessante do que ceder uma parte da empresa para investidores ou pagar juros decorrentes de empréstimos (STEINBERG, DeMARIA, KIMMICH, 2012).

Sendo assim, gostaríamos de destacar que Crowdfunding pode ser uma ótima forma para financiar seu empreendimento. Contudo é sempre importante analisar se você está preparado para fazer o lançamento do seu produto e entregar as recompensas que forem prometidas.

PARA SABER MAIS

Mapeamento dos Mecanismos de Geração de Empreendimentos Inovadores no Brasil – disponível em:

http://anprotec.org.br/site/2019/08/
anprotec-e-mctic-lancam-mapeamento-dos-mecanismos-de-geracao-de-empreendimentos-inovadores-no-brasil/

O Panorama Das Aceleradoras De Startups No Brasil – disponível em:

https://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/
bitstream/handle/10438/18853/
Abreu%3b%20Campos%
20Neto_Panorama%20ds
%
20aceleradoras%20de%20startups%
20no%20Brasil.pdf?sequence=1&
isAllowed=y

RESUMO DA UNIDADE

Nesta unidade tivemos a oportunidade de conhecer instituições que podem ser de grande relevância para o empreendedor que está dando os seus primeiros passos.

Você aprendeu os conceitos de incubadoras, aceleradoras e vislumbrou até mesmo uma possibilidade de abrir uma franquia.

Certamente você deve ter percebido que não obstante os empreendimentos tradicionais como comércio em lojas físicas e os mais diversos tipos de serviços continuem sendo essenciais para a nossa sobrevivência em sociedade, há uma grande tendência para produtos e serviços voltados para inovação e tecnologia. Na nossa próxima unidade iremos detalhar os conceitos de startups e algumas tendências voltadas para empresas nessa área.

Isso não significa que modelos de negócios tradicionais serão instintos, estamos apenas fazendo um alerta para oportunidades que tem surgido no mundo do empreendedorismo.

Sendo assim, fique atento às novas possibilidades que estão surgindo, bem como os mecanismos de captação de recursos disponíveis no mercado atual.

Assista aos vídeos desta Unidade e aprofunde mais sobre o assunto:

REFERÊNCIAS

  • ABREU e CAMPOS. O Panorama das Aceleradoras e Startups no Brasil. CreateSpace Independent Publishing Plataform. USA. 2016.
  • CRIATEC. Desmistificando o Capital de Risco. Rio de Janeiro: Crieatec, 2009.
  • Estudo, Análise e Proposições sobre as Incubadoras de Empresas no Brasil – relatório técnico / Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. – Brasília : ANPROTEC, 2012.
  • FIGLIOLI, Aline. Em busca da sustentabilidade econômico-financeira de organizações gestoras de parques tecnológicos: proposta de modelo de negócio no contexto brasileiro. Tese (Doutorado) Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto 2013.
  • FIGLIOLI, Aline. Perspectivas de financiamento de parques tecnológicos: um estudo comparativo. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto 2007.
  • Mapeamento dos Mecanismos de Geração de Empreendimentos Inovadores no Brasil – Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. – Brasília : ANPROTEC, 2012
  • NAKAGAWA, Marcelo. Plano de Negócio: teoria geral. São Paulo: Manole, 2011.
  • WOLHEIM, Bob; REMUS, Diego. A diversidade do bootstrap: doze formas de capitalizar sem um investidor. In:GRANDO, NEI (org). Empreendedorismo Inovador: como criar startups de tecnologia no Brasil. São Paulo: Évora, 2012.
  • RISOLA, Sérgio, W. Vale a pena recorrer a uma incubadora. In:GRANDO, NEI (org). Empreendedorismo Inovador: como criar startups de tecnologia no Brasil. São Paulo: Évora, 2012.
  • SANTOS, Silvio Aparecido. Parques Tecnológicos, incubadoras e a criação da empresa de alta tecnologia. In SANTOS, Silvio Aparecido (org). Empreendedorismo de Base Tecnológica: evolução e trajetória. Maringá: 2003.
  • SANTOS, Silvio Aparecido, PAREJO, Milady. Parques Tecnológicos: uma análise comparativa das experiências consolidadas de países desenvolvidos em países latino-americanos. In SANTOS, Silvio Aparecido (org). Empreendedorismo de Base Tecnológica: evolução e trajetória. Maringá: 2003.
  • SHANE, S. Fool´s Gold? The Truth behind Angel Investing in America. Nova York: Oxford University Press, 2008.
  • SPINA, Cassio. Como encontrar e abordar um investidor anjo. In:GRANDO, NEI (org). Empreendedorismo Inovador: como criar startups de tecnologia no Brasil. São Paulo: Évora, 2012.
  • TORRES, Fábio. Dinheiro que vem do Céu. Inovação em Pauta. RJ: FINEP, 2008.
  • SPINA, Cassio. Investidor Anjo: guia prático para empreendedores e investidores. São Paulo: nVersos: 2011.
  • STEINBERG, Scott; DeMARIA, Rusel;  KIMMICH, Jonn. The Crowdfunding Bible: How to raise money for startup, video game, or project. Overload Entertainment, LLC, 2012.
  • Sites acessados:

    http://www.anprotec.org.br/


    www.incamp.unicamp.br

    www.genesis.puc-rio.br

    Home

    http://21212.com/

    http://www.sebrae.com.br/

    http://www.portaldofranchising.com.br

    http://www.mcdonalds.com.br/

    http://www.floripaangels.org/envie-seu-projeto

    www.kickstarte.com

    www.startupbrasil.org.br

    http://startupi.com.br/2015/01/cuponeria-e-sophie-juliete-anunciam-aportes/

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